Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Mundo

Expansão da Starbucks em Xinjiang irrita ativistas de direitos humanos

Rede de cafés é criticada por lucrar em território onde o Partido Comunista Chinês é acusado de escravizar minoria

Xinjiang
Paisagem de área rural em Xinjiang · Foto: Gankbank789 / Wikimedia Commons (CC0)

A rede americana de cafeterias Starbucks tornou-se alvo de repúdio de organizações civis nesta semana por ter inaugurado duas lojas em Urumqi, capital da província de Xinjiang. A região chinesa é alvo de investigações da comunidade internacional sob suspeita de patrocinar graves crimes contra os direitos humanos da minoria muçulmana uigur, como campos de confinamento e a prática de trabalho forçado nas indústrias.

Em nota oficial, o Congresso Mundial Uigur manifestou revolta contra o movimento da franquia e declarou que grandes empresas ocidentais escolhem ignorar o desastre humanitário para tentar alavancar um mercado com base na servidão coordenada. Em tom semelhante, John Moolenaar, o líder do comitê do Congresso dos Estados Unidos que atua com assuntos da China, classificou os negócios da marca como "moralmente indignos".

A entrada do logotipo ocidental no polo regional ocorreu na terça-feira (29) e gerou grande publicidade favorável por parte da imprensa controlada pelo governo de Pequim. O Partido Comunista Chinês nega o cárcere de etnias, justificando que os rígidos complexos em Xinjiang serviram na verdade para limpar a província de ameaças extremistas e modernizar o potencial econômico dos trabalhadores rurais.

Com informações de UOL, G1 e Google Notícias.

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