Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Economia

FMI pede que Argentina use estabilização para gerar empregos e investimentos

Porta-voz elogia equilíbrio fiscal de Javier Milei, mas aponta necessidade de reativar contratações após acordo de US$ 900 milhões

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) recomendou nesta quinta-feira (29) que o governo da Argentina direcione os avanços fiscais para estimular o investimento privado e ampliar a criação de vagas de trabalho no país.

O comunicado foi apresentado pela porta-voz do organismo financeiro, Julie Kozack, após a conclusão das negociações técnicas para a liberação de US$ 900 milhões (cerca de R$ 4,8 bilhões). Os recursos integram o Acordo de Facilidades Estendidas de US$ 20 bilhões acertado com o governo argentino para recompor as reservas financeiras e frear a inflação.

Embora os técnicos tenham elogiado o ajuste fiscal severo conduzido pelo presidente Javier Milei e a redução do déficit orçamentário, o fundo advertiu que as medidas ainda não geraram impacto na geração de emprego. De acordo com a União Industrial Argentina (UIA), as fábricas registraram o fechamento de aproximadamente 90 mil postos formais de trabalho desde agosto de 2023.

O repasse financeiro acertado entre os negociadores depende agora do aval do conselho executivo do FMI, com sede em Washington, antes da transferência dos dólares ao Tesouro argentino.

Com informações de UOL e Folha.

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