Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Mundo

Governo espanhol reedita medidas para baratear imóveis após convocação de eleições

O primeiro-ministro Pedro Sánchez aposta em manobra para aprovar incentivo a financiamentos e restringir contratos de aluguéis turísticos no país europeu.

O atual primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, reeditou e enviou novamente nesta terça-feira (6) os textos de dois urgentes decretos voltados para mitigar a crise latente de moradia vivida nas províncias da Espanha. A nova tática foi o recurso final encontrado para dar vazão à forte onda de protestos que paralisaram as metrópoles ibéricas em oposição direta à inflação das propriedades e aluguéis.

As mais de 20 medidas do documento concentram seus esforços em destinar até 10 bilhões de euros estatais para custear com garantias sólidas dezenas de milhares de financiamentos acessíveis. Ao mesmo tempo em que aposta em abrir um crédito fácil, o governo elege um claro inimigo contra a especulação do turismo estrangeiro e enquadra limites obrigatórios na vigência irrestrita do que define como aluguéis focados em temporadas temporárias.

O gesto impositivo contorna um grave desgaste do Poder Executivo espanhol, já que os esboços preliminares das referidas leis de socorro foram rejeitados recentemente e derrubados sem deliberação pelos partidos do Parlamento Espanhol. Comandados por coalizões críticas e divididas na base parlamentar do país, o primeiro-ministro ordenou a dissolução integral do Legislativo, agendando imediatamente o pleito que elegerá as substituições antes de novembro.

Com os deputados eleitos nas sessões anteriores sem capacidade temporária de votar novas pautas de grande importância até a sucessão definitiva do mês 11, os decretos em debate do primeiro escalão poderão ser legalmente julgados com exclusividade nos escritórios provisórios pelo restrito conselho especial do Ministério.

Com informações de UOL e Folha.

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