Quarta-feira, 28 de outubro de 2026
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Política

Governo estuda lista suja e corte de crédito a empresas por assédio eleitoral

Ministério do Trabalho planeja acionar o Banco Central contra coação política após MPT receber mais de mil denúncias no pós-pleito.

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Luiz Marinho
Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho · Foto: Agência Brasil (CC BY)

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou nesta quarta-feira (28), em Brasília, que o governo federal estuda criar uma lista pública de empresas que praticam assédio eleitoral e barrar o acesso dessas companhias a linhas de crédito em bancos públicos.

A medida busca coibir demissões, ameaças e pressões patronais motivadas por escolhas políticas dos trabalhadores, atingindo diretamente o financiamento dos negócios flagrados em irregularidades. Segundo o ministro, o Banco Central do Brasil (BC) será o responsável por notificar toda a rede bancária sobre as punições.

A ofensiva ocorre após uma disparada de queixas no Ministério Público do Trabalho (MPT). Segundo o procurador regional Maurício Coentro Pais de Mello, o órgão recebeu 1.140 denúncias nos últimos três dias, o que representa quase 30% das 3.080 notificações registradas em todo o país desde o início do período de campanha.

Para executar as fiscalizações, o governo montou uma força-tarefa em conjunto com o MPT e o Tribunal Superior do Trabalho (TST), mobilizando auditores-fiscais nos 27 estados. O Ministério do Trabalho informou que a formatação jurídica do cadastro de infratores e das restrições financeiras segue em elaboração técnica antes de entrar em vigor.

Com informações de UOL, Agência Brasil e CartaCapital.

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