Inteligência artificial muda hábitos de consumo e desafia gigantes do comércio eletrônico
Transição para o chamado comércio agêntico obriga marketplaces a repensarem interação com usuários.
A forma como os consumidores buscam e adquirem produtos na internet está mudando com o uso crescente de ferramentas de inteligência artificial (IA). Em vez de acessar marketplaces para pesquisar e comparar preços manualmente, parte do público agora delega essas tarefas a sistemas autônomos, como ChatGPT, Gemini e Claude.
A transição, que pode alterar a dinâmica de competição das lojas online, transfere o papel da escolha para a tecnologia, que em alguns casos já consegue até concluir a transação em nome do usuário. O modelo, batizado de comércio agêntico, é apontado por especialistas como uma nova força de distribuição no varejo.
Grandes companhias do setor, como Amazon, Mercado Livre e Magazine Luiza, já desenvolvem soluções próprias para não perderem espaço nessa nova jornada de compra. Embora ainda representem cerca de 0,4% do tráfego total, os acessos gerados por agentes de IA dispararam 203% entre junho do ano passado e maio deste ano, alcançando uma média mensal de 46,8 milhões de visitas.
Com informações de UOL e Folha.
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