Juros futuros disparam após eleição e indústria cobra ajuste nas contas públicas
Estresse no mercado financeiro leva Tesouro a intervir enquanto federação mineira alerta para tempestade econômica
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As taxas dos contratos de juros futuros registraram forte disparada nesta terça-feira (27), subindo mais de 260 pontos-base diante das incertezas sobre o ajuste das contas públicas após a eleição presidencial, o que levou o Tesouro Nacional a intervir no mercado e cancelar leilões de títulos da dívida pública prefixados e atrelados à inflação.
O aumento dessas taxas encarece as linhas de crédito para empresas e famílias, pressionando parcelas de financiamentos imobiliários e automotivos e aumentando os custos de rolagem da dívida do governo federal.
Antes do resultado eleitoral de domingo, analistas trabalhavam com a expectativa de novos cortes na taxa Selic para 2027 e 2028 apostando na vitória de Flávio Bolsonaro (PL). A confirmação do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma reprecificação imediata das metas fiscais e da condução dos gastos públicos.
Em Brasília, durante almoço na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, alertou que o avanço de despesas obrigatórias, a discussão sobre o fim da jornada 6x1 e os prazos da reforma tributária configuram um cenário de alto risco para o setor produtivo. Roscoe cobrou metas concretas de equilíbrio orçamentário para manter a competitividade das indústrias nacionais.
Com informações de UOL, Google Notícias e Poder360.
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