Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
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Economia

Lucro da Sabesp recua até 36% no terceiro trimestre pressionado por juros de dívidas

Companhia de saneamento ampliou investimentos e registrou alta na receita líquida e no volume de água consumido

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Sabesp
Unidade da Sabesp em São Paulo · Foto: Dornicke / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) divulgou nesta quinta-feira (5) um lucro líquido de 1,39 bilhão de reais referente ao terceiro trimestre de 2026, montante 35,7% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior.

O resultado mostra como a elevação dos encargos financeiros decorrentes do endividamento pressiona o balanço da concessionária, que expandiu a captação de recursos no mercado para acelerar obras de distribuição de água e tratamento de esgoto nos municípios paulistas.

A apresentação dos números traz diferenças entre o padrão contábil e o indicador gerencial. Enquanto o lucro contábil encolheu quase 36%, o lucro líquido ajustado — que desconsidera margem de construção, ativos financeiros, operações da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) e itens extraordinários — totalizou 1,107 bilhão de reais, retração de 13,8% na comparação com 1,284 bilhão de reais em 2025. O balanço do ano passado havia sido inflado por um ganho não recorrente de 1,5 bilhão de reais com precatórios. Além disso, as despesas financeiras líquidas da Sabesp saltaram 74% em um ano, atingindo 1,31 bilhão de reais.

Apesar da queda no ganho líquido, os dados operacionais apresentaram expansão. A receita líquida ajustada subiu 9%, alcançando 5,958 bilhões de reais. Já o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 15,2% e somou 3,648 bilhões de reais, elevando a margem operacional de 59% para 61%.

O consumo residencial de água aumentou 1,4% no período, totalizando 945 milhões de metros cúbicos, ante 932 milhões de metros cúbicos no terceiro trimestre do exercício anterior. No mesmo intervalo, os setores comercial e industrial demandaram 98 milhões e 18 milhões de metros cúbicos, respectivamente.

Com informações de Terra, InfoMoney, Folha e UOL.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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