Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Lula e Flávio Bolsonaro chegam empatados à eleição em meio a tensões com EUA

Nova pesquisa Datafolha mostra petista com 42% e senador com 38% no primeiro turno, em disputa marcada por atritos comerciais internacionais.

Flávio Bolsonaro
Candidato oposicionista em 2026. · Foto: Unknown photographer / Wikimedia Commons (Domínio público)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) chegam à véspera do primeiro turno polarizando completamente a disputa presidencial. Uma nova pesquisa Datafolha — registrada no TSE sob o número BR-08039/2026 (ouviu 2.506 eleitores de 28/09 a 01/10, com margem de erro de 2 pontos) — mostra o petista com 42% das intenções de voto, contra 38% do parlamentar. No levantamento anterior do instituto, o placar era de 40% a 36%, consolidando a ausência de uma terceira via competitiva.

A eleição, além de definir os rumos internos, deverá moldar as relações internacionais do Brasil, especialmente com os Estados Unidos, atualmente sob o governo de Donald Trump. O atual mandato de Lula tem sido marcado por sucessivos atritos comerciais e diplomáticos com o país norte-americano, pautando discursos sobre a soberania nacional na campanha.

No ano passado, o governo estadunidense aplicou pesadas taxas de 50% sobre as importações do Brasil, citando, entre outras justificativas, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem Trump é aliado. No início de 2026, novas tarifas foram impostas sob a alegação de práticas comerciais desleais. Além disso, logo após uma visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca, as maiores facções criminosas brasileiras foram classificadas por Washington como grupos terroristas estrangeiros.

A campanha chega à sua reta final, neste domingo (4), sem que os dois principais candidatos tenham participado de qualquer debate frente a frente. Enquanto a disputa segue indefinida — e a equipe petista aposta no engajamento jovem com uma versão em português de uma canção do artista Bad Bunny —, as pesquisas e os cientistas políticos indicam que o futuro do país deve ser decidido apenas no segundo turno, no fim de outubro.

Com informações de Brasil de Fato, UOL e Euronews.

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