Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
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Manifestantes por moradia detidos em Lisboa recusam acordo e optam por julgamento

Ativistas escolheram responder perante o tribunal em vez de doar 150 euros para arquivar ação

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Palácio da Justiça de Lisboa
Escultura 'A Justiça' no Palácio da Justiça de Lisboa · Foto: Jules Verne Times Two / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A grande maioria dos 55 manifestantes detidos em 20 de outubro durante a acampada pelo direito à moradia em Lisboa recusou uma proposta de acordo com a Justiça portuguesa e decidiu ir a julgamento nesta sexta-feira (6).

A recusa coletiva transforma a audiência judicial em uma tribuna pública sobre a crise de habitação e o encarecimento dos aluguéis em Portugal, já que os manifestantes rejeitaram admitir culpa em troca do encerramento rápido do processo.

O benefício oferecido pelo tribunal previa a suspensão provisória do processo mediante a doação de 150 euros (cerca de 915 reais) a uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS). Aqueles que cumprissem a determinação e não cometessem infrações teriam a ficha arquivada após 45 dias, mas apenas um grupo residual concordou com os termos.

No Campus de Justiça de Lisboa, o advogado de defesa Ricardo Sá Fernandes declarou que a via judicial segue indefinida, uma vez que a cúpula hierárquica do Ministério Público de Portugal ainda possui prerrogativa para arquivar o caso por iniciativa própria antes do início das sessões com o juiz.

Com informações de RTP Notícias (Portugal), Observador (Portugal) e Público (Portugal).

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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