Ministros do STF aconselham Fachin a não julgar caso das fake news sobre a padroeira antes da eleição
Presidente do Supremo ouviu colegas por telefone; TSE marcou sessão virtual para votar retirada de publicações
Ministros do Supremo Tribunal Federal aconselharam o presidente da Corte, Edson Fachin, a não levar ao plenário, antes do primeiro turno de domingo (4), o julgamento sobre as notícias falsas que ligam Flávio Bolsonaro a Nossa Senhora Aparecida, segundo o Estadão. Para parte dos integrantes, discutir o tema diante das câmeras da TV Justiça poderia inflamar ainda mais o ambiente eleitoral.
Fachin conversou por telefone com ministros na terça-feira (29). O processo não está na pauta de quarta-feira (30), mas, em tese, o presidente pode incluí-lo até o momento da sessão. Ele também ouviu que há risco de ministros aproveitarem o debate para voltar a tratar em público dos indícios de relação próxima de integrantes do tribunal com Daniel Vorcaro, do Banco Master. Outro grupo considera importante julgar o quanto antes para encerrar a disputa interna por liminares.
A cronologia começou na sexta-feira (25), quando o vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, mandou tirar do ar postagens que acusam falsamente Flávio Bolsonaro de planejar destituir Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. No domingo (27), Flávio Dino revogou a decisão, por entender que feria a liberdade de expressão. Na segunda (28), Luiz Fux revogou a decisão de Dino e voltou a proibir a veiculação.
Na segunda, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, enviou ofício a Fachin reclamando de "indevida sobreposição de competência" e de violação ao juiz natural. Na noite de terça, ele marcou para a quarta uma sessão virtual do TSE para votar a derrubada das publicações.
Com informações de Google Notícias, Estadão, UOL e Folha.
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