Terça-feira, 27 de outubro de 2026
Brasil

MPT obtém 52 liminares contra assédio eleitoral e registra 140 denúncias após votação

Órgão ajuizou 59 ações civis públicas durante a campanha e firmou dezenas de acordos com empresários

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Urna eletrônica durante as eleições
Eleitor vota em urna eletrônica durante o pleito de 2026 · Foto: Agência Brasil (CC BY)

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou 59 ações civis públicas e obteve 52 liminares na Justiça do Trabalho para barrar casos de assédio eleitoral contra trabalhadores ao longo do processo eleitoral de 2026, informou o órgão em balanço atualizado.

As medidas judiciais urgentes garantiram que empregadores não coagissem funcionários a declarar voto ou a se abster do pleito sob ameaça de demissão, prática que configura crime contra o livre exercício da cidadania. Somente na última segunda-feira (26), um dia após o encerramento do segundo turno, os procuradores contabilizaram um recorde diário de 140 novas denúncias encaminhadas às regionais do órgão em todo o país.

Além das decisões judiciais impostas, a instituição firmou 53 termos de ajuste de conduta (TAC) com empresas que se comprometeram a cessar qualquer ingerência na preferência política de suas equipes. Entre as principais ações que geraram medidas cautelares, esteve a tentativa de um empresário goiano de custear viagens de lazer com despesas pagas para que mil apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva não comparecessem às urnas. As investigações do Ministério Público do Trabalho prosseguem mesmo com o término do calendário de votações.

Com informações de Google Notícias, Metrópoles e Agência Brasil.

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