ONU alerta que quase 90 milhões de refugiados vivem sob ameaça de crises climáticas
Relatório aponta que três em cada quatro pessoas deslocadas à força habitam regiões de risco severo
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Quase 90 milhões de pessoas deslocadas à força no planeta vivem em países com risco alto ou extremo de enfrentar impactos graves decorrentes do aquecimento global, alertou a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) nesta sexta-feira (6).
O contingente corresponde a três em cada quatro refugiados no mundo e expõe uma dupla vulnerabilidade humanitária, na qual populações que já fugiram de guerras e perseguições agora encaram secas prolongadas, enchentes históricas e tempestades severas sem infraestrutura de proteção.
Os dados constam na terceira edição do relatório Sem Escapatória, divulgado antes da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), marcada para a próxima semana em Antália, na Turquia. Segundo a publicação, desastres climáticos provocaram mais de 255 milhões de deslocamentos internos na última década, uma média equivalente a 70 mil ocorrências por dia, enquanto nações frágeis e conflagradas recebem apenas 10% do financiamento global voltado a mitigar os efeitos da crise ambiental.
A entidade defende que a conferência na Turquia viabilize investimentos diretos para comunidades vulneráveis e integre o apoio aos migrantes nas diretrizes ambientais obrigatórias, tema que também deve constar na agenda de chefes de Estado presentes na cúpula, entre eles o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Com informações de IstoÉ, JOTA e Público (Portugal).
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