Domingo, 04 de outubro de 2026
Saúde

Parar de fumar reduz risco de demência no envelhecimento, aponta pesquisa

Estudo com 32 mil pessoas revelou que abandonar o cigarro diminui em 16% as chances de desenvolver a condição.

Um estudo realizado nos Estados Unidos revelou que pessoas que param de fumar têm um risco 16% menor de desenvolver demência em comparação àquelas que mantêm o vício. A pesquisa acompanhou mais de 32 mil adultos por um período de até 25 anos e teve seus resultados publicados na revista científica Neurology.

A descoberta adiciona a preservação das funções cerebrais à lista de motivos para o abandono do tabagismo, que já é amplamente conhecido por seus benefícios para a saúde cardiovascular e respiratória.

Durante o período de acompanhamento, os cientistas registraram 5.868 casos de demência. Os pesquisadores também observaram que deixar o cigarro esteve associado a um declínio cognitivo mais lento ao longo do tempo. O tabagismo aumenta entre 30% e 40% o risco de desenvolver Alzheimer ou demência vascular, por causar lesões e disfunções nos vasos sanguíneos.

Os participantes do estudo eram avaliados a cada dois anos e classificados como fumantes, ex-fumantes ou pessoas que nunca fumaram. Especialistas reforçam que os danos vasculares causados pelo cigarro podem levar a acidentes vasculares cerebrais (AVC), uma das causas do quadro de demência.

Organizações de saúde continuam recomendando a interrupção do tabagismo em qualquer fase da vida para proteger o cérebro e prevenir doenças neurodegenerativas.

Com informações de UOL e Folha.

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