Pesquisadores descartam benefício do álcool para a saúde do cérebro
Novos estudos revelam que as vantagens de beber socialmente são uma ilusão e refletem apenas o alto padrão de vida do consumidor.
A antiga recomendação de que consumir poucas doses de álcool, como uma taça de vinho ao dia, poderia proteger o cérebro humano contra a demência está sendo oficialmente desmistificada pela ciência. Novos entendimentos consolidados por especialistas apontam que os benefícios observados em pesquisas observacionais antigas, como um badalado estudo de 2003, são um reflexo de outros fatores associados à qualidade de vida dos indivíduos analisados.
Essa mudança de paradigma da comunidade médica altera diretamente as orientações fornecidas em consultórios neurológicos. Especialistas de grandes centros, como a Universidade Yale e a Universidade da Califórnia (UCSF), alertam que os consumidores moderados de álcool costumam usufruir de melhor saúde geral, nível socioeconômico mais alto e mais anos de escolaridade do que aqueles que se abstêm totalmente da bebida, mascarando os dados.
As análises do passado difundiram amplamente o conceito de uma curva que sugeria que quem não bebia absolutamente nada corria muito mais risco de apresentar problemas neurológicos graves do que quem tomava pequenas doses diárias. Hoje, no entanto, pesquisadores do mundo inteiro passaram a tratar essa suposta barreira protetora do álcool contra a demência como uma miragem acadêmica.
Com informações de UOL e Folha.
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