Sábado, 03 de outubro de 2026
Saúde

Adesivos de vitaminas e dopamina funcionam? Especialistas avaliam

Suplementos de bem-estar vendidos no formato "transdérmico" ganham popularidade nas redes sociais, mas carecem de comprovação científica.

Uma nova tendência de saúde tem ganhado espaço nas redes sociais: influenciadores exibindo adesivos coloridos na pele com a promessa de aumentar os níveis de dopamina, melhorar o humor, auxiliar na perda de peso e proporcionar clareza mental. Os fabricantes alegam que esses produtos de bem-estar entregam suplementos diretamente na corrente sanguínea.

O formato atrai consumidores por prometer uma absorção contínua e sem os desconfortos gástricos de pílulas. No entanto, embora a via de administração pela pele seja eficaz para tratamentos consolidados, não há garantia científica de que vitaminas e extratos de plantas vendidos nesses novos produtos funcionem da mesma maneira.

As empresas justificam a eficácia comparando seus produtos aos tradicionais adesivos de nicotina ou de estrogênio, que possuem respaldo científico e aprovação de agências regulatórias como a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos. A administração transdérmica, de fato, oferece o benefício de liberar um composto lentamente no organismo ao longo do dia, conforme explicam especialistas em farmacologia.

O problema é que a pele humana é uma barreira altamente seletiva. Médicos e diretores de pesquisa na área alertam que a existência da tecnologia transdérmica não significa que qualquer composto possa ser absorvido com sucesso por esse meio. Além disso, diferentemente dos remédios tradicionais, esses adesivos e seus ingredientes não passam por avaliações rigorosas de segurança e eficácia pelos órgãos de saúde antes de chegar ao mercado.

Com informações de UOL e Folha.

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