Partido ultraortodoxo rompe com Netanyahu e trava reeleição do premiê em Israel
Judaísmo Unido da Torá retira apoio e deixa coligação de governo atrás da bancada opositora de Gadi Eisenkot
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O partido religioso Judaísmo Unido da Torá rompeu sua aliança com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu nesta quinta-feira (5) e anunciou que não indicará nenhum líder partidário para a formação do próximo governo de Israel.
A perda do apoio reduz a base governista para 46 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento de Israel, deixando Netanyahu numericamente atrás da aliança oposicionista e dificultando sua permanência no comando do Poder Executivo.
Nas eleições parlamentares de 27 de outubro, a coalizão conservadora liderada pelo partido Likud, de Netanyahu, havia obtido 53 assentos, mas encolheu com a saída dos sete deputados ultraortodoxos que integravam o bloco desde 2009. Ao mesmo tempo, o grupo opositor chefiado pelo general da reserva Gadi Eisenkot alcançou 48 vagas e recebeu a declaração de apoio de legendas da minoria árabe, que conquistaram uma representação recorde de 19 parlamentares.
O presidente israelense, Isaac Herzog, marcou audiências individuais com Netanyahu e Eisenkot para a noite desta quinta-feira em Jerusalém e tem até o dia 11 de novembro para formalizar a escolha de quem receberá o mandato para articular a coalizão governista majoritária.
Com informações de UOL, Público (Portugal) e Veja.
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