Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Brasil

PF apreende R$ 1,8 milhão no Amapá em operação contra suposta compra de votos

Investigação aponta uso indevido de programa social e distribuição de cestas básicas pelo governo estadual; duas servidoras foram afastadas.

Viatura da Polícia Federal
Foto: Marinha do Brasil / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Ministério Público Eleitoral, deflagrou nesta quinta-feira (1º) uma operação para investigar possíveis crimes de compra de votos, coação eleitoral e uso indevido da máquina pública no Amapá. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram cerca de R$ 1,85 milhão em dinheiro vivo, além de quantias em dólares e euros.

Como resultado da operação, a Justiça Eleitoral determinou o afastamento cautelar de duas servidoras públicas de suas funções até o final do segundo turno das eleições. Uma atua no governo estadual e a outra na Assembleia Legislativa do Amapá. A investigação foca em sete pessoas, entre elas a deputada estadual Aldilene Souza (PDT), que tenta a reeleição e integra a base aliada do governador Clécio Luís (União Brasil), o qual não foi alvo da ação policial.

Segundo a investigação, o esquema utilizava o programa de assistência estadual "Renda para Viver Melhor" e a distribuição de cestas básicas para coagir eleitores. O Ministério Público Eleitoral aponta que famílias em situação de vulnerabilidade teriam sua inclusão ou permanência condicionada à promessa de voto, sob ameaças de corte do benefício. O número de beneficiários do programa, que costumava ficar na casa dos 10 mil, saltou suspeitamente para 13.305 em junho de 2026, de acordo com a promotoria.

Com informações de Metrópoles, UOL e Folha.

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