Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Política

PF investiga repasse de US$ 180 mil de amigo de Flávio Bolsonaro a ex-diretor da Abin

Mensagem com menção a Paulo Maurício Fortunato e valores foi localizada em arquivo telefônico do advogado Willer Tomaz

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A Polícia Federal (PF) apura se o ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Paulo Maurício Fortunato recebeu US$ 180 mil, o equivalente a cerca de R$ 900 mil, do advogado Willer Tomaz, amigo pessoal do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

A apuração pode aprofundar as investigações que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre esquemas de lavagem de dinheiro — a prática de ocultar a origem ilícita de recursos financeiros — e suposto uso político da estrutura de inteligência do Estado brasileiro.

O registro financeiro foi descoberto em um arquivo armazenado na nuvem de dados vinculada ao telefone celular apreendido de Tomaz, que também é investigado por fraudes previdenciárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Na anotação, constavam o nome de Fortunato, a referência ao mês de agosto de 2021 e a quantia em moeda estrangeira.

Paulo Maurício Fortunato já havia sido indiciado pela corporação em junho de 2025 no inquérito da chamada "Abin paralela", suspeito de participar de um esquema de espionagem ilegal montado no governo Jair Bolsonaro para vigiar autoridades e adversários políticos. No início da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o servidor exerceu o posto de secretário de Planejamento e Gestão, o terceiro mais elevado na hierarquia da agência.

O inquérito sobre as movimentações financeiras segue sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no STF, onde os peritos da polícia analisam os demais dados telemáticos apreendidos. As defesas de Willer Tomaz, Flávio Bolsonaro e Paulo Maurício Fortunato não foram localizadas pelos veículos consultados.

Com informações de UOL, Folha e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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