Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Economia

Polícia Federal investiga esquema de fraude bilionária envolvendo o Banco Master

Instituição levantava recursos vendendo aplicações falsas a órgãos públicos de estados e municípios

Banco Master
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) realiza reunião de trabalho do grupo formado para acompanhar as investigações sobre o Banco Master. Os senadores votam requerimentos que vão direcionar os trabalh · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Polícia Federal conduz uma investigação sobre um esquema de fraude bilionária envolvendo o Banco Master, que atraía clientes corporativos e fundos de pensão de servidores vendendo títulos de investimento de alto rendimento. A apuração aponta que grande parte dos papéis negociados na praça não tinha lastro real, configurando uma operação de fachada para captar dinheiro do mercado.

A investigação ajuda a explicar a origem da grave crise enfrentada pela instituição, revelando que os balanços favoráveis divulgados mascaravam um rombo sem precedentes. Para os poupadores e clientes comuns, o caso acende um alerta sobre a segurança de corretoras menores, embora os valores em conta corrente estejam protegidos pelo fundo garantidor oficial do governo.

O maior indício do esquema, segundo os investigadores, foi a negociação de carteiras de crédito com o Banco de Brasília (BRB), instituição controlada pelo governo do Distrito Federal. Dos R$ 17 bilhões que o banco público pagou ao Master nas operações, cerca de R$ 12,2 bilhões são agora considerados créditos fictícios. Além disso, regimes de previdência de servidores municipais e estaduais chegaram a aportar cerca de R$ 1,8 bilhão na instituição.

As irregularidades já haviam chamado a atenção do Banco Central do Brasil em novembro de 2025, quando o órgão determinou o encerramento forçado das operações do Banco Master. Na ocasião, a autoridade monetária citou graves violações às regras do sistema financeiro nacional. Com o avanço das apurações da Polícia Federal, o processo deve gerar novas fases de busca e apreensão e possíveis indiciamentos na Justiça.

Com informações de G1 e Google Notícias.

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