Sábado, 10 de outubro de 2026
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Prefeito de Nova York cobra que Donald Trump pare ações policiais em bairros

Confronto armado envolvendo agentes federais de imigração e morador dominicano resultou em troca de acusações entre gabinete da prefeitura e aliados do presidente.

Donald Trump
Portrait of 45th and 47th POTUS, Donald Trump taken by Daniel Torok This portrait is displayed at the Smithsonian National Portrait Gallery and was approved for use on a commemorative Semiquincentenni · Foto: Daniel Torok / Wikimedia Commons (Public domain)

O prefeito da metrópole de Nova York, Zohran Mamdani, enviou um repúdio formal à Casa Branca, exigindo que o presidente estadunidense Donald Trump impeça as recentes operações massivas do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) em sua cidade. A declaração ocorre logo após os tumultos na noite de quinta-feira (8), quando um violento tiroteio da agência vitimou um jovem dominicano de 28 anos no distrito do Bronx.

Essa forte cobrança demonstra que os líderes democratas nas áreas urbanas e mais ricas pretendem bater de frente contra as retaliações duras executadas pela atual administração nos bairros periféricos, gerando tensão pelo receio de retaliação financeira no repasse de fundos para a prefeitura.

Segundo os registros da prefeitura, Mamdani tentou apaziguar a situação de repressão conversando diretamente ao telefone com Donald Trump e seus auxiliares por mais de duas horas. A resposta, contudo, foi rechaçada pelos secretários do governo central. Markwayne Mullin, atual encarregado da pasta da Segurança Nacional de Washington, culpou abertamente o prefeito pela rebeldia urbana e argumentou que seus "discursos perigosos" acobertam bandidos e provocam um caos desnecessário.

A crise da fiscalização já começa a abalar negócios. Nas redes, a influente legisladora Alexandria Ocasio-Cortez denunciou a grande rede de armazéns e supermercados Target por estarem disponibilizando as pistas e os pátios comerciais como bases militares de embarque do ICE, criando um forte cerco diplomático interno nos estados que são mais abertos ao asilo de latinos.

Com informações de Clarín (Argentina), El País, Infobae e La Nación (Argentina).

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