Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Pressão interna cresce no MDB para apoio a Flávio Bolsonaro, mas Baleia Rossi resiste

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, e governador Tarcísio de Freitas lideram articulação pró-PL contra ala que defende neutralidade do partido

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, está sob forte pressão de alas regionais do partido para declarar apoio formal à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Lideranças partidárias do Sul, Sudeste e Norte do país querem que a sigla siga o caminho de outras legendas do centrão, como União Brasil, PP e Republicanos.

A definição do MDB é um ativo importante nesta reta final, pois envolve a estrutura partidária, o fundo eleitoral e o peso político de grandes gestores. Para Flávio Bolsonaro, garantir o apoio oficial significaria reforçar sua base contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto para o MDB, trata-se de um movimento estratégico sobre qual espaço a sigla ocupará em um futuro governo.

A ofensiva a favor do PL é liderada pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e pelo governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nunes, que comanda o maior orçamento municipal nas mãos do MDB, telefonou para Baleia Rossi nesta terça-feira (6) cobrando um posicionamento. Segundo aliados, líderes de pelo menos 15 estados estariam de acordo com a adesão à campanha bolsonarista.

Baleia Rossi, no entanto, resiste a um anúncio imediato. Ele precisa equilibrar as forças internas da legenda, que abriga uma forte ala favorável ao presidente Lula, especialmente no Nordeste, e que defende a neutralidade do MDB no segundo turno. Enquanto a decisão nacional não sai, Nunes já mobilizou sua estrutura no estado de São Paulo para trabalhar pela eleição de Flávio Bolsonaro.

Com informações de UOL e Folha.

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