Domingo, 25 de outubro de 2026
Economia

Promessa de bilionários sobre redução da jornada pela IA enfrenta ceticismo

Executivos preveem semana de até dois dias, mas histórico de inovações mostra que automação não elimina o trabalho

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Líderes globais dos setores de tecnologia e finanças passaram a sustentar que o avanço acelerado da inteligência artificial (IA) permitirá reduzir drasticamente a quantidade de dias trabalhados por semana nos próximos anos.

A tese de que a automação liberará tempo para os trabalhadores afeta diretamente as discussões sobre o futuro do emprego e a produtividade econômica, gerando expectativas de semanas mais curtas e maior equilíbrio entre carreira e vida pessoal.

Entre os defensores dessa visão, Jensen Huang, presidente da fabricante de chips Nvidia, projeta jornadas de quatro dias semanais, enquanto Jamie Dimon, diretor-executivo do banco JPMorgan, estima semanas de três dias e meio, e Bill Gates chega a sugerir uma rotina de apenas dois dias úteis.

Por outro lado, análise do jornal britânico Financial Times contesta o otimismo desses executivos com base em precedentes históricos de automação. O estudo relembra o paradoxo documentado no livro "More Work for Mother" (1983), da historiadora Ruth Schwartz Cowan, no qual o surgimento de eletrodomésticos a partir do fim do século 19 elevou os padrões de exigência de tarefas em vez de diminuir o esforço, impulsionando a inserção em novas ocupações em vez do aumento do tempo livre.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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