Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Política

Registros da PF mostram que celular de Vorcaro não foi desbloqueado após prisão

Defesa aponta manuseio indevido por conexões USB, enquanto perícia relata recargas automáticas de bateria em modo avião

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Daniel Vorcaro
https://www.flickr.com/photos/200476703@N05/53660335282/in/photolist-2pKMfbw · Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos / Wikimedia Commons (CC0)

O relatório de extração de dados elaborado pela Polícia Federal (PF) indica que o telefone celular apreendido com o empresário Daniel Vorcaro não foi desbloqueado nenhuma vez após as 23h22 do dia de sua prisão, em novembro de 2025. Naquela ocasião, o aparelho foi colocado em modo avião, configuração que corta todas as conexões sem fio para evitar interferências externas.

A constatação técnica contrapõe as alegações da defesa do investigado, que apontava suspeitas de manipulação indevida do aparelho durante a custódia policial. No processo penal, a validade das informações extraídas de dispositivos eletrônicos depende da comprovação da cadeia de custódia, que é o conjunto de procedimentos destinados a garantir que a prova não foi alterada desde a sua apreensão.

De acordo com os registros do sistema operacional do aparelho, as três conexões por cabo USB apontadas pelos advogados de Vorcaro correspondem apenas a processos de recarga de bateria, intercalados com o uso de um carregador por indução. Como o equipamento permaneceu ligado desde a apreensão para permitir a realização da perícia técnica, foi necessário mantê-lo conectado à energia. O sistema do telefone, contudo, não permite identificar a causa exata de cada acendimento de tela, e os agentes da Polícia Federal não registraram formalmente quem conectou os cabos naquela madrugada nem a justificativa da ação.

Ao portal UOL, a defesa de Daniel Vorcaro afirmou que não teve acesso à totalidade dos dados brutos gerados na extração original do aparelho, requisitados formalmente desde 19 de fevereiro. Os advogados declararam ter identificado indícios de alterações em arquivos digitais com datas posteriores ao próprio procedimento pericial, sustentando que apenas a disponibilização integral do material permitirá esclarecer as dúvidas técnicas. O pedido de acesso aos dados originais aguarda deliberação judicial para definir a regularidade da prova.

Com informações de UOL.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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