Regras do governo Trump tiram plano de saúde de milhares de imigrantes nos EUA
Cortes no programa Medicaid afetam residentes legais e vítimas de tráfico humano em vários estados.
O governo dos Estados Unidos começou a retirar a cobertura do Medicaid, o plano de saúde público do país, de milhares de imigrantes legais e refugiados. A exclusão, iniciada com novas regras de corte de gastos, atinge também pessoas que receberam asilo e vítimas de tráfico humano e violência doméstica.
A perda da assistência médica afeta moradores que trabalham e pagam impostos, ameaçando o tratamento contínuo de pacientes crônicos e o acesso a medicamentos essenciais. Organizações de defesa dos imigrantes alertam que a medida deve provocar um aumento na procura por atendimentos emergenciais em hospitais do país.
O endurecimento dos critérios de acesso faz parte de uma ampla reforma aprovada em 2025 pelo governo de Donald Trump para tentar reduzir os gastos públicos e barrar supostas irregularidades. Estima-se que as novas diretrizes retirem bilhões de dólares do orçamento do programa de saúde.
Segundo a KFF, organização americana de pesquisa em saúde, mais de 281 mil imigrantes devem perder o benefício em nove estados e no Distrito de Columbia. Apenas no Arizona, 29 mil pessoas já foram excluídas no início de outubro. Na Flórida, a previsão é de que 177 mil inscritos percam a cobertura.
O impacto total das novas políticas será ainda maior ao longo da próxima década. Uma projeção do Escritório de Orçamento do Congresso dos EUA (CBO) aponta que o conjunto das alterações pode deixar 7,5 milhões de pessoas sem seguro de saúde até 2034, contingente que também inclui cidadãos americanos.
Com informações de G1 e Google Notícias.
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