Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Economia

Risco pós-eleitoral pressiona Banco Central a interromper corte de juros

Copom decide rumo da taxa Selic nesta quarta-feira com mercado projetando manutenção em 13,75% ao ano

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A piora na percepção de risco financeiro após a confirmação da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressiona o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil a suspender o ciclo de redução da taxa básica de juros (Selic), atualmente fixada em 13,75% ao ano, na reunião agendada para esta quarta-feira (4).

Para o consumidor e as empresas, a interrupção nos cortes encarece o crédito para financiamentos e empréstimos bancários. A mudança de humor do mercado decorre da desvalorização do real frente ao dólar, da alta nos juros futuros, das incertezas fiscais sobre os gastos públicos e do avanço nos preços do petróleo no exterior decorrente das tensões no Oriente Médio.

Antes do pleito, analistas projetavam amplamente um corte adicional de 0,25 ponto percentual na Selic, o que representaria a sexta baixa consecutiva da taxa. Contudo, a recente turbulência nos ativos domésticos levou a maioria das instituições financeiras a prever uma pausa estratégica na flexibilização monetária para resguardar as metas inflacionárias.

Segundo o ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola, sócio da Tendências Consultoria, a autoridade monetária deve adotar cautela diante de fatores que escapam ao seu controle direto, como o cenário geopolítico global e a política fiscal expansionista do governo federal. O colegiado divulga o veredito oficial sobre a Selic no início da noite de quarta-feira.

Com informações de UOL e Folha.

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