Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Política

Supervotações de Nikolas e aliados reabrem debate sobre distrital misto

Mais de 6 milhões de votos concentrados em dois deputados impulsionam proposta rejeitada em 2015

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Deputado Nikolas Ferreira na Câmara dos Deputados
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

As votações expressivas de Nikolas Ferreira (PL-MG), com 3,12 milhões de votos, e de Lucas Pavanato (PL-SP), com 3,03 milhões de votos, reacenderam as discussões na Câmara dos Deputados sobre a implantação do voto distrital misto no Brasil.

O tema afeta diretamente o eleitor porque altera a maneira como deputados e vereadores são escolhidos nas urnas. Pelo modelo proporcional atual, candidatos muito votados acumulam votos para a legenda e ajudam a eleger colegas com desempenhos eleitorais modestos, efeito que o sistema distrital busca limitar.

A concentração de votos esvaziou as bases de parlamentares tradicionais e provocou queixas internas: dos 13 deputados federais reeleitos pelo Partido Liberal em Minas Gerais, dez perderam votos em comparação a 2022, enquanto a votação de Nikolas puxou 15 parlamentares. A proposta de voto distrital misto já havia sido aprovada pelo Senado Federal em 2017 por meio dos projetos de lei 86/2017 e 345/2017. Líderes partidários que hoje defendem o texto, como Hugo Motta, haviam votado contra a matéria em 2015, quando a Câmara rejeitou a mudança por 369 votos a 99.

O projeto segue em análise pelos líderes partidários da Câmara, que devem avaliar a viabilidade de pautar a reforma política para votação no plenário nos próximos meses.

Com informações de Google Notícias, Estado de Minas e Estadão.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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