Torre Eiffel é fechada ao público em meio a greve geral na França
Paralisação reduziu geração de energia nuclear em 2,4 gigawatts e mobilizou 70 mil policiais
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A administração da Torre Eiffel suspendeu o acesso de visitantes ao monumento nesta quinta-feira (5), em Paris, após a adesão de funcionários à greve nacional convocada por centrais sindicais na França. O anúncio foi publicado nos canais oficiais da atração turística enquanto protestos contra o custo de vida e a precarização dos serviços públicos ocupavam ruas da capital.
O fechamento de um dos pontos turísticos mais visitados do mundo evidencia o impacto prático da paralisação sobre serviços essenciais e o turismo internacional. Além de afetar transportes e trens, o movimento dos trabalhadores causou uma redução de 2,4 gigawatts na produção de usinas de energia nuclear da estatal EDF e levou à paralisação de 17,5% dos professores das escolas públicas de ensino fundamental.
De acordo com as centrais sindicais, mais de 250 mil manifestantes ocuparam as ruas de cerca de 70 cidades até o início da tarde. Em Paris, a polícia montou esquema preventivo com base em relatórios que previam de 40 mil a 80 mil manifestantes na Praça da República e alerta para 400 a 600 radicais com risco de vandalismo contra prédios públicos como o Palácio do Eliseu e a Assembleia Nacional.
A jornada de mobilização ocorre após semanas de insatisfação popular e episódios de violência urbana registrados em meados de outubro. Para conter eventuais distúrbios nos atos convocados em 260 cidades, o Ministério do Interior francês posicionou cerca de 70 mil policiais em todo o território, com o serviço de inteligência estimando a presença de até 700 mil manifestantes na região parisiense.
Os sindicatos e coletivos estudantis pretendem intensificar a pressão política sobre o presidente Emmanuel Macron a cinco meses das eleições presidenciais francesas. A reabertura da Torre Eiffel depende de novas assembleias de funcionários e da normalização da segurança nas imediações do monumento nos próximos dias.
Com informações de Estadão, UOL e Metrópoles.
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