Sábado, 07 de novembro de 2026
Urgente Justiça paraguaia ordena prisão domiciliar de Santiago Peña após impeachment
Mundo

Congresso do Paraguai aprova impeachment de Santiago Peña e ex-presidente é preso

Senado aprovou destituição por unanimidade dos 44 votos e Ministério Público determinou prisão por colapso bancário

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Congresso Nacional do Paraguai
Fachada do Congresso Nacional do Paraguai, em Assunção · Foto: Alexander Steffler from Houston, TX, US / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Senado do Paraguai destituiu por unanimidade o presidente Santiago Peña na noite de sexta-feira (6), e a Justiça do país decretou a prisão do ex-mandatário poucas horas após o encerramento do julgamento político em Assunção.

A decisão cassa o mandato do líder conservador e transfere o comando do Poder Executivo para o vice-presidente Pedro Alliana, de 52 anos, que recebeu a faixa presidencial para governar até agosto de 2028. Para ocupar o posto vago de vice-presidente, os parlamentares designaram o senador Antonio Barrios. Em seu discurso de posse no Palácio de López, Alliana anunciou que o novo governo executará um plano de emergência para ressarcir integralmente os correntistas lesados.

O processo de impedimento avançou em rito acelerado de menos de dez horas no Parlamento e alcançou os 44 votos dos parlamentares da Casa, incluindo o apoio unânime dos integrantes do Partido Colorado, base de sustentação do próprio governante. A união das bancadas refletiu o isolamento político de Peña diante dos protestos populares nas ruas da capital e da gravidade da crise desencadeada pela falência do Ueno Bank, instituição financeira com a qual mantinha vínculos empresariais.

Com a destituição formal e a perda do foro especial, o Ministério Público paraguaio expediu o mandado de prisão cumprido no domicílio de Peña. A promotora Silvia González confirmou que o ex-mandatário permanecerá sob custódia em sua residência antes de ser conduzido para interrogatório formal. As investigações apuram suspeitas de violação de confiança, gestão em proveito próprio e desvio de recursos públicos, incluindo repasses do Instituto de Previdência Social (IPS) para socorrer a instituição privada antes de sua liquidação.

Com informações de Infobae, El Mundo, El País, La Nación, UOL, Terra e RFI Brasil.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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