Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Disputa pelo eleitor bolsonarista marca corrida pelo governo do Rio

Paes evitou vínculos fortes com Lula para reter vantagem, enquanto Douglas Ruas apelou à imagem dos Bolsonaro para crescer.

Eduardo Paes
27.08.2024 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião com o Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, no Palácio do Planalto. Na foto (da esquerda para a direita): Deputado · Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

A campanha pelo governo do Rio de Janeiro chegou à reta final do primeiro turno fortemente polarizada na disputa pelo voto do eleitorado conservador fluminense. O atual prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), e o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), traçaram estratégias opostas em relação aos seus padrinhos políticos para tentar assegurar a preferência dessa grande fatia de eleitores.

No estado que é berço político da direita brasileira, qualquer avanço exige cautela. Líder nas pesquisas, Paes evitou atrelar sua campanha de maneira excessiva à figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de não causar rejeição nos eleitores fiéis ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e assim garantir a dianteira nos levantamentos.

Do outro lado, Douglas Ruas fez o movimento inverso. O candidato usou incansavelmente a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro e do próprio Flávio Bolsonaro ao longo dos 45 dias de campanha, com o propósito de se colar à família e ser visto como o verdadeiro candidato oficial da direita conservadora no estado.

Os últimos atos de campanha consolidaram as estratégias adotadas. Enquanto Ruas encerrou suas atividades com uma carreata ao lado de Flávio na zona oeste da capital, Paes concentrou seus encontros com prefeitos aliados na região da Baixada Fluminense. Segundo dados do instituto Datafolha divulgados na reta final, a estratégia impulsionou o crescimento de Ruas, mas Paes conseguiu reter o suficiente do eleitorado para seguir como favorito a vencer a eleição.

Com informações de UOL e Folha.

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