Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
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Economia

Economista defende ajuste fiscal de 2% do PIB até 2030 e descarta 'tesouraço'

Proposta de corte gradual para estabilizar dívida pública é dez vezes menor que medidas argentinas

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A necessidade de um ajuste fiscal de cerca de 2 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB) até 2030 foi defendida nesta quinta-feira (5) pelo economista Bráulio Borges, como condição para estabilizar a dívida bruta brasileira, que atualmente atinge 82,9% do PIB.

O plano envolve transformar a estimativa de déficit primário de 0,5% do PIB em 2026 em um superávit de 1,5% ao fim da década, mantendo a compatibilidade com as metas fiscais enviadas pelo governo ao Congresso Nacional no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

Segundo o economista, a contenção de gastos em debate não se assemelha ao corte drástico promovido por Javier Milei na Argentina em 2024, que reduziu as despesas em 6 pontos do PIB em apenas um ano com retrações reais de 76% nos investimentos e 14% nas aposentadorias. No cenário brasileiro, a proposta é diluir um esforço dez vezes menor ao longo de quatro anos, dividindo o impacto entre contenção de despesas e recuperação de receitas.

O ritmo do ajuste e o cumprimento das metas fiscais dependerão da análise do projeto de orçamento pelos parlamentares no Congresso Nacional nos próximos meses.

Com informações de UOL e Folha.

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