Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Mundo

Entidades europeias alertam para riscos se Flávio Bolsonaro vencer

Jornais do continente e ONGs apontam que eventual gestão de direita voltaria a distanciar o Brasil da União Europeia

Flávio Bolsonaro
Plenário do Senado Federal durante terceira reunião preparatória destinada à eleição e posse dos 1º e 2º vice-presidentes; 1º, 2º, 3º e 4º secretários; e 1º, 2º, 3º e 4º suplentes de secretário da Mes · Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

A imprensa e as organizações ambientais da Europa reagiram com apreensão ao grande número de votos do senador e candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, no primeiro turno das eleições brasileiras. Jornais de prestígio no continente, como o alemão Die Zeit e o britânico The Guardian, publicaram textos nesta segunda-feira (5) detalhando os cenários geopolíticos para a região em caso de uma vitória da extrema-direita na reta final da disputa.

A principal preocupação manifestada pelos analistas europeus recai sobre a política de diplomacia externa e as ferramentas de controle de desmatamento na Amazônia. As avaliações externas apontam que um possível governo federal de Flávio Bolsonaro consolidaria um movimento rápido de alinhamento com os Estados Unidos administrados por Donald Trump, um caminho que invariavelmente leva ao distanciamento das relações com a União Europeia e à quebra da agenda do acordo comercial com o Mercosul.

O retrocesso nos níveis de proteção do meio ambiente também integra o balanço europeu sobre um potencial mandato do senador. O site europeu Carbon Brief, voltado à análise climática, atestou que a gestão do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, livrou 20 mil quilômetros quadrados de floresta de serem destruídos ao quebrar a tendência de devastação deixada no final do mandato de Jair Bolsonaro. Entidades e ONGs sediadas em Berlim ressaltaram nas publicações europeias que novos líderes desse campo representam um desarranjo iminente com a perspectiva de economia verde do bloco europeu.

Com informações de UOL e Folha.

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