Escavações na Eslováquia revelam dezenas de esqueletos decapitados
Arqueólogos encontraram restos mortais sem crânio nem mandíbula em assentamento agrícola de 7 mil anos
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Pesquisadores da Universidade de Kiel, da Alemanha, em parceria com a Academia Eslovaca de Ciências, identificaram dezenas de esqueletos humanos de 7 mil anos enterrados sem o crânio nos arredores de Vráble, na Eslováquia.
O achado desafia as teses tradicionais sobre rituais funerários e dinâmicas sociais da Idade da Pedra na Europa, já que a retirada sistemática das cabeças antes do sepultamento não fazia parte das práticas conhecidas daquele período.
Os trabalhos de escavação começaram em 2017 em um assentamento agrícola do período Neolítico cercado por valas defensivas. Em junho deste ano, os cientistas haviam registrado uma vala comum com 77 indivíduos decapitados — entre homens, mulheres e adolescentes — sobrepostos sem tigelas de cerâmica ou objetos votivos habituais, em uma área comparável à vaga de uma garagem.
As novas escavações estenderam as buscas ao longo de uma vala de 1,6 quilômetro de extensão, onde novas dezenas de ossadas sem crânio nem mandíbula foram exumadas. Ao contrário da cova inicial coletiva, os achados mais recentes continham esqueletos de crianças pequenas dispostos ao lado de fragmentos de artefatos.
Os especialistas continuam as análises laboratoriais nos ossos exumados na Eslováquia para determinar a causa das mortes, se a decapitação ocorreu antes ou depois do falecimento e qual o significado social ou bélico dessa prática.
Com informações de UOL e Folha.
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