Domingo, 08 de novembro de 2026
Ciência

Estudo encontra contaminação generalizada por mercúrio em cidades maias

Análise de sedimentos em lagos mexicanos revela poluição crônica na água durante o Período Clássico da civilização

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Um estudo científico revelou que a contaminação por mercúrio em antigos sítios arqueológicos maias foi mais extensa do que se calculava, atingindo o solo e corpos d’água na península de Yucatán, no México. As conclusões foram divulgadas após análises de sedimentos retirados do fundo de lagos vizinhos às antigas cidades de Coba e Xcach.

A descoberta mostra que os habitantes daquelas cidades conviveram durante séculos com fontes de água gravemente poluídas por um metal tóxico. O mercúrio causou a mortalidade de organismos aquáticos e pode ter sido um fator adicional de estresse e adoecimento para as populações maias, que enfrentaram o colapso e o abandono de grandes centros urbanos no final do chamado Período Clássico.

Trabalhos arqueológicos anteriores já haviam detectado resíduos tóxicos deixados pelo cinábrio — um pigmento mineral avermelhado rico em mercúrio usado em pinturas e rituais — em cidades como Tikal, na Guatemala. A nova pesquisa, contudo, é a primeira a registrar concentrações recordes do metal nas planícies do norte maia, onde até então havia escassez de dados ambientais históricos.

As amostras indicaram picos de contaminação em Coba com início por volta de 250 d.C. e duração de 150 anos. Já em Xcach foram identificados três intervalos críticos de poluição entre 125 d.C. e 820 d.C. Os pesquisadores agora pretendem aprofundar as coletas na região para determinar em que medida a intoxicação crônica das águas acelerou o despovoamento desses centros históricos.

Com informações de UOL, G1 e Google Notícias.

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