Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Brasil

Governo inclui 82 novos empregadores na 'lista suja' do trabalho escravo

Atualização semestral revela que pecuária e serviço doméstico lideram os casos que resultaram no resgate de 553 trabalhadores

Sede do Governo Federal em Brasília
Sede do Governo Federal do Brasil · Foto: Da Vinte / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Ministério do Trabalho e Emprego atualizou nesta terça-feira (6) o cadastro público de empregadores responsabilizados por submeter pessoas a condições análogas à escravidão, o documento conhecido popularmente como "lista suja". Foram adicionados 82 novos nomes, dos quais 54 são pessoas físicas (patrões) e 28 são pessoas jurídicas (empresas).

A inclusão no cadastro funciona como uma punição econômica e reputacional severa, pois instituições financeiras e o mercado costumam usar a lista para bloquear financiamentos e cortar laços comerciais. Os novos flagrantes que compõem esta rodada do documento resultaram no resgate de 553 trabalhadores, vítimas de extrema exploração entre os anos de 2024 e 2026.

Minas Gerais liderou as estatísticas com 19 casos, seguido por Bahia (oito), e um empate entre Amazonas e Maranhão (seis casos cada). Os setores da economia com o maior número de infratores foram a criação de bovinos para corte, o trabalho doméstico e a produção de carvão vegetal. Os empregadores punidos permanecerão na lista por, no mínimo, dois anos.

Com informações de G1 e UOL.

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