Sábado, 03 de outubro de 2026
Economia

Investimento climático dobra na América Latina, mas fósseis ainda recebem o dobro

Fundo para energia limpa na região chegou a US$ 43 bilhões, enquanto carvão e petróleo atraíram US$ 95 bilhões.

Os investimentos em ações climáticas e energia verde na América Latina e no Caribe dobraram entre os anos de 2020 e 2024, passando de US$ 54 bilhões (cerca de R$ 281 bilhões) para US$ 108 bilhões. Apesar do avanço, os recursos destinados à produção de combustíveis fósseis na região ainda são mais que o dobro do montante investido em energia limpa.

Os números refletem a dificuldade da região em abandonar atividades altamente poluentes. A manutenção dos altos investimentos no setor fóssil ameaça frear os avanços no combate ao aquecimento global, já que a queima de petróleo, gás natural e carvão é a principal responsável pelas mudanças climáticas que afetam o planeta.

Os dados constam no relatório inédito da organização Climate Policy Initiative (CPI). O levantamento revela que, enquanto os projetos de fontes renováveis captaram US$ 43 bilhões em 2024, o setor de combustíveis fósseis latino-americano recebeu US$ 95 bilhões no mesmo ano, segundo estimativas complementares da Agência Internacional de Energia.

Especialistas da CPI recomendam que o financiamento precisa ser redirecionado urgentemente. Como não é possível interromper a extração de petróleo de forma imediata, a organização sugere que as receitas geradas por essas atividades sejam obrigatoriamente direcionadas para fortalecer a resiliência e a adaptação climática dos países da região perante os desastres ambientais.

Com informações de UOL e Folha.

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