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Israel critica Nobel da Paz para Navi Pillay e acusa prêmio de legitimar ódio

Governo israelense chamou de 'instrumentalização grotesca' a escolha da jurista que investigou a ação militar contra os palestinos.

Navi Pillay
A jurista sul-africana Navi Pillay · Foto: Wayamo Foundation / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O governo de Israel repudiou veementemente a escolha da jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, anunciado nesta sexta-feira (10).

O Ministério das Relações Exteriores do país divulgou uma nota classificando a decisão como uma "instrumentalização grotesca" para legitimar o ódio contra os israelenses. O foco da irritação diplomática é o fato de Pillay ter liderado um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que determinou que Israel cometeu genocídio contra palestinos na Faixa de Gaza.

Para as autoridades de Israel, a honraria não foi um reconhecimento de justiça. A chancelaria chegou a ironizar a jurista, afirmando que ela seria a favorita se houvesse um prêmio para "mentiras e ódio".

Enquanto Israel protestava, o Comitê do Nobel justificou a escolha celebrando os esforços da ativista de 85 anos pela paz e sua firme bússola moral. Em sua longa trajetória, Navi Pillay foi advogada de Nelson Mandela durante o Apartheid e se tornou a primeira mulher não branca a atuar na Suprema Corte da África do Sul, além de chefiar a divisão de direitos humanos da ONU.

Com informações de Estado de Minas e G1.

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