Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Brasil

Judeus pela Democracia esperam pacificação após sofrerem ameaças de boicote

Documento com mais de 1.300 nomes pedia perseguição a apoiadores de Lula e foi condenado por entidades representativas judaicas

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Integrantes do coletivo Judias e Judeus pela Democracia afirmaram que aguardam uma desescalada de tensões na comunidade judaica após a circulação de uma lista com mais de 1.300 nomes que conclamava perseguição e boicote a membros que apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva na disputa eleitoral presidencial.

O documento trazia nomes de artistas, jornalistas, docentes, editores e figuras públicas com o título "Relação do primeiro trem para Auschwitz", em alusão ao complexo de extermínio nazista da Segunda Guerra Mundial. A mensagem foi promovida por apoiadores de Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno das eleições, e começou a circular em grupos fechados e conversas de familiares logo após a proclamação do resultado das urnas.

Diante da repercussão do caso, a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) divulgaram comunicados oficiais repudiando a perseguição política e ressaltando que a identidade religiosa não se confunde com filiação partidária. Representantes do grupo ameaçado informaram que avaliam formalizar ações perante o Poder Judiciário caso os ataques e tentativas de isolamento profissional não cessem nos próximos dias.

Com informações de UOL e Folha.

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