Juros altos e avanço da dívida pública impõem desafio fiscal ao novo governo Lula
Especialistas apontam que elevar arrecadação é insuficiente e defendem freio em despesas obrigatórias e emendas.
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A manutenção da taxa básica de juros em níveis elevados e o crescimento contínuo da dívida pública configuram o principal desafio econômico para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O peso do endividamento pressiona o orçamento federal e encarece o crédito para empresas e consumidores, limitando o ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e restringindo recursos para investimentos sociais.
Economistas ressaltam que a estratégia governamental focada em expansão da receita precisa ser acompanhada pela contenção de gastos públicos. Entre as medidas sugeridas estão a revisão de supersalários no funcionalismo, a auditoria em cadastros de programas sociais e a limitação das emendas parlamentares, cujo volume saltou de R$ 5 bilhões para R$ 60 bilhões em dez anos, além do debate sobre a sustentabilidade das despesas previdenciárias.
O próximo passo para a gestão federal será a apresentação do plano plurianual e das diretrizes orçamentárias de 2027 ao Congresso Nacional, momento em que o governo definirá se haverá travas explícitas ao avanço das despesas correntes.
Com informações de UOL e Google Notícias.
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