Sábado, 03 de outubro de 2026
Política

Lula e Flávio consomem mais de 70% do teto de gastos do 1º turno, diz TSE

Despesas dos dois candidatos somam 80% de todo o valor declarado na eleição presidencial; petista investiu R$ 31 milhões em agência de publicidade

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

As prestações de contas oficiais registradas na reta final da disputa apontam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) despontam como os candidatos que consumiram o maior montante de recursos na corrida pelo primeiro turno, já comprometendo mais de 70% dos valores do teto permitido.

O rigor na checagem dos recebimentos e pagamentos eleitorais pelas instituições visa promover transparência aos cofres públicos e equilibrar a disputa política, estipulando que ninguém, não importa quanto tenha arrecadado, possa exceder o teto estipulado pela Justiça Eleitoral nas regras vigentes de 2026.

Os dados até a sexta-feira (2) indicam que o comitê do petista declarou despesas contratadas no total de R$ 65,69 milhões. Esse valor representa 73,9% de todo o teto máximo legal permitido, fixado em R$ 88,94 milhões para todos os pleiteantes. Por outro lado, a candidatura do adversário Flávio Bolsonaro (PL) repassou um montante de R$ 62,95 milhões ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), preenchendo 70,8% de sua cota máxima.

Esses números concentram a maior parte do capital da eleição até aqui: somados, os 160 milhões informados por todas as chapas do país possuem 80% de fatia originária dos comitês de Lula e Flávio. Se calculada a diferença entre os recursos que de fato já foram pagos e os que estão apenas prometidos, Flávio lidera os desembolsos reais pagando R$ 41,31 milhões, ante os R$ 34,71 milhões transferidos pela estrutura petista.

Para conseguir capitanear votos através de anúncios de televisão e rádio, os petistas aplicaram quase a metade de seus gastos – totalizando robustos R$ 31 milhões – nas mãos de uma única empresa, a Delta3 Comunicação e Projetos. Nos meses que se seguirem às votações, os juízes analisarão cada nota dessas documentações em detalhe.

Com informações de Poder360 e Metrópoles.

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