Médicos alertam que tendência da cara de ferritina nas redes não substitui exames
Vídeos no TikTok associam olheiras e palidez à falta de ferro, mas especialistas negam eficácia de diagnóstico visual
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Vídeos virais nas redes sociais sobre a chamada "cara de ferritina" têm levado internautas a tentar diagnosticar carência de ferro no sangue a partir de traços faciais, mas especialistas em saúde afirmam que a prática não tem fundamentação clínica.
O fenômeno acende o alerta para os riscos do autodiagnóstico na internet, onde usuários começam a usar suplementos minerais por conta própria sem saber que o excesso de ferro acumulado no organismo pode ser tóxico para o fígado e o coração.
As publicações no TikTok e no Instagram associam olheiras profundas, palidez, lábios rachados e cabelos fracos a índices insuficientes de ferritina, proteína responsável por estocar ferro no corpo. Segundo a médica Aziza Sesay, esses sintomas são inespecíficos e podem decorrer de noites mal dormidas, estresse crônico, desidratação ou outras carências nutricionais.
Profissionais recomendam que pessoas que identifiquem fadiga constante ou alterações na pele e nos cabelos procurem atendimento médico para realizar exames de sangue laboratoriais, única via segura para dosar a hemoglobina e a ferritina antes de qualquer reposição.
Com informações de BBC News Brasil e Terra.
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