Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Ciência

Mudança climática provocou 32 mil mortes por calor no verão europeu, aponta estudo

Pesquisa em centros urbanos revela a temporada mais letal no continente desde o ano 2000

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A mudança climática provocada pela atividade humana foi responsável por cerca de 32 mil mortes em áreas urbanas durante o último verão na Europa, segundo estudos elaborados por cientistas do Imperial College e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

O levantamento demonstra como o aquecimento global afeta a saúde de forma imediata e fatal nos grandes centros, superando as marcas históricas de letalidade das ondas de calor de 2003, que somaram 28 mil óbitos, e de 2022, com 29 mil registros.

Os pesquisadores analisaram dados estatísticos de 854 cidades em 30 países, incluindo os 27 integrantes da União Europeia, Reino Unido, Noruega e Suíça. Do total de 50 mil mortes em excesso — conceito que mede os óbitos acima da média esperada para o período —, dois terços foram atribuídos diretamente ao estresse térmico provocado pelo aquecimento global.

O período registrou marcas térmicas 2,9°C acima da média histórica da Europa Ocidental entre 1991 e 2020, além de secas e queimadas históricas na França, Espanha e Grécia. O segundo artigo científico derivado do levantamento já foi aceito para publicação no periódico internacional Nature Health.

Com informações de UOL e Folha.

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