Sábado, 10 de outubro de 2026
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Política

Criadores de criptomoeda ligada a Flávio Bolsonaro cobram apoio para frear queda

Após bloqueio na Justiça eleitoral, administradores do grupo tentam segurar prejuízos e prometem frear o discurso político no curto prazo

Os administradores da criptomoeda B22, ativo criado como uma brincadeira da internet para recompensar cabos eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PL), passaram a cobrar ativamente os compradores em aplicativos de mensagens para que sustentem artificialmente o preço, que despencou dias após o lançamento.

O comportamento defensivo revela a insegurança do núcleo financeiro após as fortes retaliações da Justiça e mostra que participantes viram seu dinheiro diluir nas primeiras horas do projeto no ar. O caso chama a atenção das campanhas para os limites legais do envolvimento de tecnologias financeiras não registradas em pleitos eleitorais do país.

Em conversas vazadas pelo grupo em aplicativos, divulgadores como Kevim Flores xingaram abertamente os investidores que se assustaram e desfizeram da cota do negócio. Ele ordenou que os envolvidos não vendessem e que ajudassem a fazer o gráfico virtual subir. O clima de caos incluiu também a decisão administrativa de parar temporariamente de ligar a ferramenta a discursos eleitorais e remover peças das redes a fim de evitar mais sanções jurídicas da Justiça Eleitoral ou da delegacia financeira.

A criptomoeda foi duramente atingida por uma ação de investigação ajuizada pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que denunciou possível prática de abuso do poder econômico e requereu o bloqueio das propagandas. Como desdobramento do episódio na internet global, o grupo cultural Hypers Kids Africa, parceiro internacional do movimento que possuía quase 13 milhões de seguidores para impulsionar a causa, excluiu a propaganda paga que fez no exterior.

Com informações de UOL e Folha.

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