Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
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Ciência

Pesquisadores do Japão e da França dividem o Nobel de Química

Academia sueca coroou os químicos Henri Kagan e Kenso Soai pelo impacto direto que seus estudos tiveram na criação segura de fármacos

Cerimônia do Nobel
Momento de premiação científica em evento europeu · Foto: Albinfo / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Em reconhecimento às suas longas contribuições para o campo da biologia química molecular, o francês Henri B. Kagan e o japonês Kenso Soai foram declarados, nesta quarta-feira (7), os mais novos vencedores do Prêmio Nobel de Química de 2026. O anúncio oficial ocorreu na capital sueca, Estocolmo.

As motivações do prêmio centram-se nos chamados efeitos não lineares e na autocatálise voltada para a síntese orgânica assimétrica. Os dois laureados comprovaram na prática os mecanismos que forçam a replicação artificial de apenas um lado de uma molécula, isolando suas cópias nocivas ou neutras.

Essa barreira rompida por Kagan e Soai é o que permitiu o escalonamento da segurança química global na virada do século. Medicamentos modernos dependem fortemente dessas reações isoladas para serem distribuídos, pois componentes espelhados poderiam gerar uma resposta imune inadequada nas pessoas.

Com informações de The Japan Times, Scientific American, France 24, Der Spiegel, Le Monde e NPR.

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