Quinta-feira, 22 de outubro de 2026
Política

Polícia Penal do RJ investiga visita de prefeita a Márcio Canella na prisão

Mariana Malta se apresentou como advogada para ingressar no Complexo de Gericinó; caso foi comunicado ao STF, à PF e à OAB

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Márcio Canella
Deputado estadual eleito Márcio Canella · Foto: Aline M Vieira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seppen) abriu uma investigação interna após a prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta (União Brasil), visitar o deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil) no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A visita ocorreu no domingo (18), data em que Canella estava expressamente impedido de receber visitas por determinação judicial. De acordo com a secretaria, Malta conseguiu ingressar na unidade prisional ao se apresentar como advogada.

O caso mobilizou autoridades penitenciárias e de segurança pública porque aponta para uma suposta quebra das restrições judiciais impostas a presos sob custódia de operações federais. Ao confirmar a identidade da prefeita na unidade prisional, a Seppen comunicou o ocorrido à Polícia Federal (PF), ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Paralelamente, a Corregedoria da secretaria instaurou um procedimento apuratório para averiguar se policiais penais cometeram irregularidades funcionais ao autorizar a entrada.

Márcio Canella, que foi o segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), está detido desde o dia 15 de outubro. Ele foi alvo da oitava fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, que apura a atuação de uma organização criminosa armada. Conforme a investigação da PF, Canella é apontado como um dos articuladores de um esquema financeiro suspeito de utilizar uma rede de 96 postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio de Janeiro para lavar dinheiro ilícito. Mariana Malta já exerceu o cargo de vice-prefeita de Canella no município da Baixada Fluminense antes de assumir a prefeitura.

Procurado para comentar o episódio, o Supremo Tribunal Federal informou que o processo tramita sob segredo de justiça e que não divulga dados sobre o caso. A Polícia Federal e a seccional do Rio de Janeiro da OAB não responderam às consultas feitas pelos veículos de imprensa. As defesas de Márcio Canella e de Mariana Malta também não foram localizadas pelos veículos que noticiaram o fato. A apuração da Corregedoria da Seppen permanece em andamento para definir eventuais penalidades administrativas aos servidores envolvidos.

Com informações de G1, Google Notícias e UOL.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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