Presidente do Santander diz confiar na independência do Banco Central no governo Lula
Em Madri, Ana Botín destacou a solidez das instituições brasileiras e apontou o desafio fiscal como questão enfrentada em escala global.
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A presidente executiva global do Grupo Santander, Ana Botín, afirmou nesta quarta-feira (4) confiar na independência do Banco Central do Brasil (BC) para a condução da política monetária do país. A declaração foi dada durante encontro com jornalistas latino-americanos na sede do banco em Madri, na Espanha.
A manifestação de uma das principais lideranças do setor financeiro internacional reforça a credibilidade da autoridade monetária brasileira perante investidores estrangeiros. Ao avaliar o cenário nacional, Botín comparou o modelo do Brasil ao dos Estados Unidos pelo funcionamento do sistema de freios e contrapesos, que confere previsibilidade às decisões econômicas mesmo com trocas de governo.
Segundo a executiva, a firmeza das instituições limita ações governamentais unilaterais, mas garante estabilidade no longo prazo. Botín pontuou que, na comparação com as últimas duas décadas, o Brasil se encontra em posição significativamente mais favorável em relação a seus pares globais, tendo dado sinais de responsabilidade que tranquilizam os mercados.
A banqueira também abordou a situação fiscal do país, frisando que a sustentabilidade das contas públicas representa um dilema enfrentado por diversas economias mundiais. Para os próximos anos, Botín defendeu um debate estruturado sobre reformas tributárias globais capazes de adaptar os modelos de arrecadação do setor industrial à realidade da economia digital.
Com informações de UOL e Google Notícias.
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