Quinta-feira, 05 de novembro de 2026
Economia

Juros reais colocam Brasil no topo do ranking e pressionam projeções de inflação

Decisão unânime do Copom encerra ciclo de quedas da Selic diante de estimativas de preços acima do teto da meta

📲 Receba as notícias no celular: Canal no Telegram Canal no WhatsApp

Banco Central do Brasil
Sede do Banco Central do Brasil em Fortaleza · Foto: Joelkaula / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu por unanimidade, nesta quarta-feira (4), em Brasília, o ciclo de cortes de juros e fixou a Selic em 13,75% ao ano, patamar que encerra o dia colocando o Brasil com a maior taxa de juros reais do planeta. Houve ligeira discrepância entre as estimativas publicadas pelas fontes: consultorias especializadas como MoneYou e Lev Intelligence apontaram a taxa real em 9,49% ao ano, enquanto a Exame reportou o índice em 9,05%.

Os juros em nível elevado tornam os empréstimos corporativos e o financiamento de bens duráveis mais caros, desacelerando o consumo das famílias e o ritmo de contratações no país. Ao mesmo tempo, o rendimento real brasileiro superou amplamente as marcas observadas em nações emergentes concorrentes, como Turquia (7,77%), Argentina (6,80%) e Rússia (6,57%).

A decisão unânime do colegiado ocorreu na primeira reunião monetária após o segundo turno das eleições presidenciais, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva. O Banco Central vinha reduzindo a taxa Selic de forma contínua desde março, mas interrompeu o afrouxamento após a piora nas expectativas inflacionárias e a valorização do dólar. Conforme dados do Boletim Focus, as projeções do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) alcançaram 5,22% para 2026 e 4,76% para 2027, ultrapassando o teto de tolerância da meta oficial, cujo limite máximo é de 4,5%.

Diante desse quadro de pressões sobre preços e desaceleração da produção, agentes do mercado financeiro, como a gestora Oby Capital, avaliam que o Copom deve manter a taxa básica inalterada em 13,75% ao ano também em sua reunião marcada para dezembro, prolongando o período de juros restritivos até que as expectativas para 2027 convirjam para o centro da meta.

Com informações de CartaCapital, Exame, Veja, IstoÉ e Metrópoles.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

Siga o katavNews

Receba as notícias assim que saem: entre no nosso canal do Telegram ou do WhatsApp. É grátis e você sai quando quiser.