Sábado, 07 de novembro de 2026
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Economia

Promessa de petróleo na Margem Equatorial reacende traumas do manganês no Amapá

Frustração com mineração no século 20 alerta para o risco de dependência de receitas sem desenvolvimento social

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A expectativa de início da extração de petróleo na Margem Equatorial, no litoral do Amapá, reacende o debate sobre a repetição histórica da "maldição do petróleo", décadas após o fim da exploração de manganês que deixou poucos legados sociais no estado.

A discussão é decisiva para os moradores amapaenses, pois a experiência mostra que o recebimento temporário de royalties — compensação financeira paga pelas petrolíferas aos cofres públicos — não resulta automaticamente em melhoria dos serviços básicos sem rigor no planejamento governamental.

Em meados da década de 1940, jazidas de manganês foram apresentadas como a grande redenção para a economia local, mas a atividade foi encerrada em 1997 deixando estruturas portuárias em ruínas no município de Santana e baixos índices de desenvolvimento humano. Conforme alertam pesquisadores, como o professor Ildo Luís Sauer, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP), casos semelhantes ocorreram em cidades litorâneas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, onde a abundância de verbas do petróleo alimentou desvios e dependência fiscal sem sanar a pobreza.

O projeto na costa amazônica segue em debate nos órgãos ambientais e regulatórios federais, enquanto economistas e lideranças locais cobram a criação de fundos soberanos e investimentos estruturantes antes do início de qualquer operação comercial em alto-mar.

Com informações de Estadão e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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