Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Política

Promotoria apura uso indevido de estrutura da Polícia Civil de SP nas eleições

Corregedoria aponta uso ilegal da imagem da corporação e de símbolos estatais em campanhas de 24 policiais candidatos

Um conjunto de indícios remetidos ao Ministério Público Eleitoral no início da semana colocou sob escrutínio as campanhas eleitorais de 24 agentes da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A Corregedoria-Geral da corporação investiga denúncias de que os servidores teriam misturado o aparato do Estado com a imagem de suas próprias candidaturas, o que pode esbarrar em violações das normas de campanha e configurar crime eleitoral.

Entre as campanhas monitoradas, despontam figuras conhecidas no meio da segurança, como Carlos Alberto da Cunha, candidato a federal como Delegado Da Cunha pelo União Brasil, e Luiz Augusto Romani de Oliveira, o Delegado Romani, que disputa cadeira como deputado estadual no PL. Os levantamentos que estão nas mãos dos promotores indicam apropriação do prestígio policial em postagens de cunho político, conduta contrária à portaria disciplinar instaurada pela segurança de SP desde julho.

A normativa atual é clara ao estipular punições para o candidato que veicular de maneira indevida o uso de insígnias, uniformes, armas, viaturas ou o interior das delegacias e demais instalações governamentais nas ruas ou redes sociais. A assessoria de Romani argumentou que a utilização tenta apenas referenciar sua trajetória pregressa ao eleitor e negou proveito de recursos estruturais da instituição policial nas campanhas eleitorais. Já a representação de Da Cunha não se pronunciou após o vazamento da ofensiva.

Com informações de UOL e Folha.

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