Terça-feira, 03 de novembro de 2026
Economia

Proposta de André Lara Resende para limitar Selic gera debate no mercado

Plano sugere teto inicial de 7,5% para os juros, mas analistas alertam para riscos à inflação e ao câmbio

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A proposta do economista André Lara Resende de estabelecer limites fixos para a taxa básica de juros gerou forte debate entre analistas e integrantes do mercado financeiro nesta terça-feira (3). A discussão ganhou tração após a circulação do artigo "Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos", assinado por um dos idealizadores do Plano Real.

A medida defende reduzir a taxa Selic para um intervalo entre 3% e 5,5% ao ano, admitindo um teto provisório de até 7,5% na fase de transição. Para o leitor, uma eventual mudança drástica nos juros básicos afeta diretamente o rendimento de aplicações financeiras, as parcelas de empréstimos e o ritmo de crescimento da economia do país.

Economistas contrários à proposta, como a chefe de macroeconomia do banco UBS Global Wealth Management, Solange Srour, argumentam que o Banco Central do Brasil não pode fixar juros artificialmente baixos sem estabilidade fiscal e controle de preços. Segundo os críticos, forçar a queda da Selic pode depreciar o real frente ao dólar, desancorar as expectativas inflacionárias e encarecer a dívida pública de longo prazo.

O texto de Lara Resende também sugere a criação de um conselho para coordenar as políticas fiscal e monetária, além do uso de reservas cambiais contra flutuações da moeda. O debate deve continuar em pauta nas próximas reuniões da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com informações de Money Times, Seu Dinheiro e JOTA.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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