Quinta-feira, 08 de outubro de 2026
Política

Bolsonarismo não precisa mais de militares para governar, diz cientista político

Segundo João Roberto Martins Filho, atuação ativa das Forças Armadas no mandato de Jair Bolsonaro não deve se repetir

Exposição das Forças Armadas
Veículos militares em exposição em Brasília · Foto: Marinha do Brasil / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou estrutura suficiente para disputar eleições e administrar o país sem depender do apoio de integrantes das Forças Armadas, avalia o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) João Roberto Martins Filho.

A percepção indica uma mudança profunda na relação da direita com os quartéis militares no Brasil. Quando Bolsonaro chegou à presidência em 2018, as Forças Armadas retornaram ao centro do palco político, algo que não ocorria desde o fim da ditadura em 1985. Com o bolsonarismo consolidado nas urnas, essa dependência militar para formar e sustentar as campanhas se tornou secundária.

Segundo o pesquisador, após quatro anos do término daquela gestão — que espalhou mais de 6 mil oficiais da ativa e da reserva em postos federais —, as tropas voltaram à rotina. O professor nota ainda que oficiais da ativa pararam de manifestar opiniões políticas publicamente e de atuar em redes sociais, interrompendo um comportamento polêmico que marcou os últimos anos.

A perspectiva do especialista é que, diante dos desgastes enfrentados enquanto estiveram no comando, os próprios militares desejam manter distância da administração pública civil mesmo que candidatos aliados, como Flávio Bolsonaro (PL), cheguem à Presidência futuramente.

Com informações de BBC News Brasil, Terra e Google Notícias.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise