Bolsonarismo não precisa mais de militares para governar, diz cientista político
Segundo João Roberto Martins Filho, atuação ativa das Forças Armadas no mandato de Jair Bolsonaro não deve se repetir
O grupo político liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou estrutura suficiente para disputar eleições e administrar o país sem depender do apoio de integrantes das Forças Armadas, avalia o cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) João Roberto Martins Filho.
A percepção indica uma mudança profunda na relação da direita com os quartéis militares no Brasil. Quando Bolsonaro chegou à presidência em 2018, as Forças Armadas retornaram ao centro do palco político, algo que não ocorria desde o fim da ditadura em 1985. Com o bolsonarismo consolidado nas urnas, essa dependência militar para formar e sustentar as campanhas se tornou secundária.
Segundo o pesquisador, após quatro anos do término daquela gestão — que espalhou mais de 6 mil oficiais da ativa e da reserva em postos federais —, as tropas voltaram à rotina. O professor nota ainda que oficiais da ativa pararam de manifestar opiniões políticas publicamente e de atuar em redes sociais, interrompendo um comportamento polêmico que marcou os últimos anos.
A perspectiva do especialista é que, diante dos desgastes enfrentados enquanto estiveram no comando, os próprios militares desejam manter distância da administração pública civil mesmo que candidatos aliados, como Flávio Bolsonaro (PL), cheguem à Presidência futuramente.
Com informações de BBC News Brasil, Terra e Google Notícias.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise
⏱ Linha do tempo Flávio Bolsonaro
O que já foi publicado sobre este assunto antes desta notícia, do mais recente para o mais antigo.
- Você está aqui: esta notícia
- Flávio Bolsonaro diz que proibição às apostas afeta segurança jurídica de empresas
- Celina Leão critica deputada Eduarda Campopiano por negar existência do feminicídio
- Ronaldo Caiado formaliza apoio a Flávio Bolsonaro e entrega agenda de governo
- Michelle Bolsonaro diz que eleição presidencial é sobre 'injustiçados do 8 de janeiro'
- Flávio Bolsonaro pede que eleitos do PL mantenham mobilização para o 2º turno
⏱ Linha do tempo Governo Federal
O que já foi publicado sobre este assunto antes desta notícia, do mais recente para o mais antigo.
- Você está aqui: esta notícia
- Aliados discutem nomes para ministérios em eventual governo de Flávio Bolsonaro
- Áudios sugerem que dono do Banco Master contratou Mantega para influenciar Lula
- STF exclui incentivo estadual do PIS e Cofins com impacto de R$ 16,5 bilhões
- Plano econômico de Flávio estuda mudar a correção de repasses para saúde e Previdência
- Conselho dos Direitos da Criança cobra apuração de vídeo de menino com arma em protesto